Fest Aruanda começa dia 30 de novembro. confira a programação

A 18ª edição do Fest Aruanda será realizado de 30 de novembro a 6 de dezembro na rede Cinépolis (Manaíra Shopping) com entrada franca ao público nos três turnos (manhã, tarde e noite).

A produção do evento, capitaneada pela Bolandeira Arte & Films, anuncia a seleção da sua 18ª. Edição/2023. O anuncio foi feito nessa segunda-feira (20) pelo coordenador do festival, Lucio Vilar e pelo curador do festival.

Em sua 18 edição, o Fest Aruanda tem chancela da UFPB, patrocínio master do Grupo Energisa, patrocínio do BNB Cultural e Cagepa, e Copatrocínio da PBGás e Armazém Paraíba, via Lei de Incentivo a Cultura. A abertura oficial do evento contará com a participação de autoridades e a classe artistica de todo país e contará com o lançamento do filme Nada Será Como Antes – A Música do Clube da Esquina”, de Ana Rieper.

 

FILME DE ABERTURA

  • Nada Será Como Antes – A Música do Clube da Esquina”, de Ana Rieper (Documentário). Rio de Janeiro/RJ (2023).

 

Nada Será Como Antes – A Música do Clube da Esquina, de Ana Rieper (Doc, Rio de Janeiro-RJ, 2023, 1h18min.)

Sinopse: O Álbum Clube da Esquina é considerado por muitos críticos musicais como um dos melhores de todos os tempos. Milton Nascimento, Lô Borges – então com 16 anos – e músicos do porte de Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Beto Guedes, Robertinho Silva, Wagner Tiso, criaram uma sonoridade única, que ajudou a revolucionar a música brasileira e mundial. “Nada Será como Antes” mergulha na musicalidade deste time de músicos excepcionais para entender como referências musicais diversas, e influências de paisagens, história e poesia refletiram em cada um deles e na música atemporal que criaram. No filme, as imagens, impregnadas pelas canções, são traduções visuais deste clássico da música mundial.

 

Ana Rieper é documentarista e vem atuando na direção e roteiro de filmes que abordam a relação entre música e sociedade. Dirigiu os curtas Saara, Veluda e Mataram meu Gato, exibidos e premiados em diversos festivais no Brasil e no exterior. Seu trabalho mais conhecido é o documentário Vou Rifar meu Coração, sobre o imaginário romântico no Brasil a partir do universo da música brega. É diretora e roteirista do documentário Clementina, sobre a cantora Clementina de Jesus, entre outros longas e séries. Atualmente finaliza um longa musical sobre a família patriarcal brasileira.

 

 

  • Aruanda”, de Linduarte Noronha (Documentário). João Pessoa/PB (1959) – Curta da abertura

 

 

LONGAS DA MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

 

  • Levante”, de Lillah Halla (Ficção). São Paulo/SP (2023).

 

  • Ana”, de Marcus Faustini (Ficção). Rio de Janeiro/RJ (2023).

 

  • Othelo, o Grande”, de Lucas H. Rossi dos Santos (Documentário). Rio de Janeiro/RJ (2023).

 

  • Saudosa Maloca”, de Pedro Serrano (Ficção). São Paulo/SP (2023).

 

  • Peréio, Eu Te Odeio”, de Tasso Dourado e Allan Sieber (Documentário). Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP (2023).

 

  • Citroloxix”, de Julia Zakia (Ficção). São Paulo/SP (2023)

 

Citrotoxic, de Julia Zakia (São Paulo-SP, 2023,1h24min.)

Sinopse: Bianca e sua filha Serena, de 7 anos, vivem em meio aos excessos e toxicidades da vida urbana. Depois de uma advertência médica, elas se retiram rumo ao interior para um fim de semana perto da natureza. Lá encontram Zé, um trabalhador rural, que aplica veneno na fazenda vizinha. Inquietações surgem a partir da angústia da mãe sobre o perigo do veneno, e da espontânea conexão entre a menina e Zé.

 

Julia Zakia, estudou Cinema na USP, fotografou longas-metragens, séries e curtas. Como diretora, seu primeiro longa-metragem “Rio Cigano” lançado em 2013. Em 2019 Julia dirigiu os curtas “Planeta  Fabrica” e “Rã” vencedor do prêmio de melhor curta metragem pelo júri oficial do Festival de Brasília.

 

Othelo, o Grande, de Lucas H. Rossi dos Santos (Doc, Rio de Janeiro-RJ, 2023, 1h23min.)

Sinopse: “Othelo, O Grande” é um documentário sobre Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, um dos maiores atores e comediantes do Brasil. Negro, órfão e neto de escravos, Othelo escapou da pobreza para forjar uma carreira que rompeu todas as barreiras imagináveis para um ator negro na primeira metade do século XX, trabalhando com cineastas como Orson Welles, Joaquim Pedro de Andrade, Werner Herzog, Julio Bressane e Nelson Pereira dos Santos, entre tantos outros. Othelo usou esse espaço para moldar sua própria narrativa e discutir o racismo institucional que o assombrou por oito décadas, duas ditaduras e mais de uma centena de filmes.

 

Lucas H. Rossi dos Santos – natural de Piracicaba, produtor e realizador negro, e vem construindo um extenso currículo como produtor geral, diretor de produção e produtor executivo, trabalhando em uma série de filmes premiados no Brasil e no exterior. Como produtor, ele acumula mais de 20 filmes, algumas séries para o Canal Brasil, Multishow e Tv Escola além da experiência em diversas obras publicitárias. Enquanto realizador, seus curtas-metragens “O Vestido de Myriam”, “Atordoado, Eu Permaneço Atento” e “Ser Feliz no Vão”, circularam por mais de 150 festivais ao redor do mundo, acumulando mais de 40 prêmios. Finalizou seu primeiro longa-metragem “Othelo, O Grande” que é um documentário sobre o ator Grande Otelo, e conta com a co-produção da Globo Filmes, Globo News e Canal Brasil.

 

Saudosa Maloca, de Pedro Serrano (Ficção, São Paulo-SP, 2023, 1h46min.)

Sinopse: Numa mesa de bar, o velho Adoniran Barbosa conta a um jovem garçom histórias de uma São Paulo que já não existe. Lembra com carinho da maloca onde viveu com Joca e Mato Grosso, da paixão deles por Iracema e de outros personagens eternizados em seus sambas, crônicas de uma metrópole engolida pelo apetite voraz do “pogréssio”.

 

Pedro Serrano é um Diretor e Roteirista brasileiro, especializado em direção de atores pela EICTV de Cuba. Seu curta Dá Licença de Contar foi vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais, incluindo Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado e Melhor Filme no Festival Internacional de Bilbao. Seu também premiado documentário Adoniran – Meu Nome é João Rubinato foi o filme de abertura do Festival É Tudo Verdade 2018. Agora, se prepara para lançar Saudosa Maloca, seu primeiro longa-metragem de ficção que finaliza sua pesquisa sobre o sambista Adoniran Barbosa.

 

Levante, de Lillah Halla (Ficção, São Paulo-SP, 2023,  1h49min.)

 

Sinopse: Às vésperas do campeonato de vôlei decisivo para seu futuro como atleta, Sofía (17), descobre uma gravidez indesejada. Na tentativa de interrompê-la clandestinamente, ela acaba se convertendo em alvo de um grupo fundamentalista decidido a detê-la a qualquer preço, mas nem Sofía nem aqueles que a amam estão dispostos a se render ante o fervor cego da manada.

 

Lillah Halla é uma cineasta brasileira, formada pela EICTV, Cuba. Seu longa-metragem de estréia, “Levante” (2023), ganhou o prêmio Fipresci de Melhor Filme das mostras paralelas do Festival de Cannes, onde teve sua estréia na 62a Semana da Crítica. O filme também recebe o Abraço de Melhor Filme no Festival de Biarritz, Prêmio Fierté Montreal para o melhor filme LGBTQIAP+ do Festival Nouveau Cinema, em Montreal, além dos prêmios de Melhor Direção e Melhor Montagem na última edição do Festival do Rio. Seu curta-metragem anterior, “Menarca” (2020), que também estreou na Semana da Crítica de Cannes, foi premiado em Tirana (2021), Cinelatino Toulouse (2021), Kurzfilmtage Winterthur (2020) e Curta Cinema (2020), além de licenciado para o canal francês Canal+ e para a MUBI. Atualmente, Lillah desenvolve seu segundo longa metragem, “Flehmen”, projeto participante do Full Circle Lab Nouveille Aquitaine e do Sam Spiegel Jerusalem Lab.

 

 

Ana, de Marcus Faustini (Ficção, Rio de Janeiro-RJ, 2023, 1h15min.)

Sinopse: Ana vive em uma região do subúrbio onde alguns vizinhos perseguem seu irmão Diego, que está descobrindo a cultura drag. Ela, chegando perto dos 30, trabalha em bicos, sendo passeadora de cachorros na Zona Sul. Tenta cuidar do irmão, pois a mãe morreu recentemente. Tem um casal de amigas feministas que a colocaram na terapia. Tem um namorado disfuncional. Aprende coisas sobre si ao longo do filme e enfrenta adversidades e perigos urbanos.

 

Marcus Faustini é cineasta, diretor teatral e escritor. Apresenta o programa Aprender Sem Fim, sobre longevidade e cultura no Canal Futura. Recebeu diversos prêmios no Brasil e na Europa por seus trabalhos na área de cultura e ação social.

 

Peréio, Eu Te Odeio, de Tasso Dourado e Allan Sieber (Doc,  Rio de Janeiro-RJ e São Paulo-SP, 2023,  1h39min.)

 

Sinopse: “Peréio, eu te odeio” retrata a vida do ator Paulo César Peréio de uma forma bem-humorada e não muito convencional, através de relatos de amigos, familiares e parceiros de cena que estiveram com ele nas situações mais excêntricas e inacreditáveis de sua trajetória. O filme é um passeio tanto pela vida de Peréio, quanto pela história do cinema brasileiro. Peréio filmou com alguns dos maiores diretores do país e fez parte de alguns dos mais importantes filmes da cinematografia nacional. O filme é um convite a amar um personagem odiável!

 

Tasso Dourado é baiano de Jequié. Trabalha como editor audiovisual há 15 anos e está assinando seu primeiro longa-metragem como Diretor. Formado em montagem pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro editou longas como o DOC “Um tiro no escuro” de Paulo Ferreira e a Ficção “Marcos” de Filipe Codeço. Colaborou também em muitas publicidades e programas de TV, principalmente para a Globosat.

 

Allan Sieber (Porto Alegre, 1972) é artista plástico, cartunista e roteirista. Reside no Rio, onde mantém a galeria Hostil Carioca. Na TV e Cinema realizou inúmeros trabalhos, entre eles: O irmão do Jorel, série em animação, 4° temporada, 2019, roteiro do episódio “In english, please”; rotiero para os programas de humor da TV Globo Tomara que Caia, Tá no Ar, Amor e Sexo além de roteiros, animações e concepção gráfica para o Casseta  & Planeta. Roteiro do piloto de “Vida de Estagiário”, série de TV baseada na tira homônima publicada na Folha de S. Paulo, além de roteiro e direção de vários curtas e animações Criação e roteiro da série “Desanimação”, falso reality sobre o dia a dia da Toscographics , a produtora de animação de Allan Sieber, Canal Brasil . 2016; “A última loja de disco”s, de série de animação adulta, GShow . 2014; direção e roteiro da “Tosco TV”, programa de séries de animação adulta, Canal Brasil, e do “Negão Bolaoito Talkshow” – Melhores Momentos, microssérie de animação com duas temporadas (2008 e 2009) veiculadas dentro do programa Retalhão, do Canal Brasil. Allan tem já fez várias colaborações como cartunista e tem quase 20 livros publicados.